sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds - Nintendo 3DS - Análise

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The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é um game lançado em 22 de Novembro de 2013 nas Américas lançado para o videogame portátil Nintendo 3DS. Hoje iremos analisá-lo de cabo a rabo esse maravilhoso game.

UMA IDEIA DE 20 ANOS ATRÁS (BASTIDORES)

Eiji Aonuma, o atual supervisionador da série Zelda, foi o produtor (óbvio), Shikata foi o diretor. Takahashi foi o responsável pelo design do game. Mouri obteve duas funções: ele foi o diretor assistente e o programado chefe. Esse não é o primeiro contato com a série Zelda de Mouri, ele já trabalhou em games como Zelda Four Swords Adventures, Phantom Hourglass e Spirit Tracks. Ele entrou de vez no desenvolvimento após terminar o trabalho com Animal Crossing: New Leaf, jogo para Nintendo 3DS. Isso mostra que em seus últimos quatro jogos na qual ele se envolveu no desenvolvimento foram em jogos portáteis (Phantom Hourglass, Spirit Tracks, Animal Crossing: New Leaf & Zelda A Link Between Worlds).

Shiro Mouri

Tominaga trabalhou com diretor assistente e planejador chefe, ele já trabalhou também nos games The Legend of Zelda: The Wind Waker, The Legend of Zelda: Twilight Princess, The Legend of Zelda: Skyward Sword e ajudou no debugging do Zelda Four Swords Adventures.

Kentaro Tominaga

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds teve seu início após o desenvolvimento finalizado de The Legend of Zelda: Spirit Tracks. A ideia veio nessa época, porém muitos desenvolvedores se envolveram com The Legend of Zelda: Skyward Sword, o jogo feito para comemorar os 25 anos da série lá em 2011.

A seguir uma citação do Iwata Ask sobre Zelda A Link Between Worlds (porém traduzido para o português).

Eiji Aonuma: "Conforme fomos testando as coisas, ali foi a época em que nos deparamos com a mecânica mais conhecida desse jogo, o sistema de Link se transformar numa pintura".

No início do desenvolvimento, ninguém tinha a mínima sugestão para o jogo ser baseado em A Link to the Past.

Tominaga assumiu que fez alguns calabouços (dungeons) num papel de rascunho, e que fez usando a mecânica de Link na qual ele entra nas paredes como uma figura, mas quando mostrou para Shigeru Miyamoto, Miyamoyo rasgou tudo. Tominaga disse que Miyamoto criticou e também deu a dica para que os desenvolvedores usassem como base o game Zelda: A Link to the Past. Foi daí que veio o primeiro suspiro do A Link to the Past no novo game. Aonuma logo deu a ideia de que além de se basear em A Link to the Past e de Link se transformar numa figura nas paredes, o jogo poderia ser com a câmera em cima da cabeça de Link, igual tinha (e ainda tem) em jogos como o primeiro The Legend of Zelda, A Link to the Past e Link´s Awakening. Aonuma também sugeriu usar a geografia vinda do A Link to the Past ao invés de ter que fazer tudo desde o início.
Aonuma fez sozinho com que o mapa de A Link to the Past se adaptasse ao 3D. Takahashi foi quem teve a ideia de Link virar se tornar uma figura do que simplesmente "entrar na parede". Mas aí veio um problema, eles precisavam de uma história para explicar como Link vira uma figura. A equipe logo decidiu adicionando um vilão para o game: o conhecido (ou conhecida) Yuga.

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Yuga

Yuga busca a arte transformando as pessoas (os sábios, especificamente falando) em pintura para reviver Ganon. Shikata revela que até houve ideias de chamá-lo de The New Legend of Zelda, igual temos com New Super Mario Bros.. A ideia desse nome veio pelo fato de que esse game é muito semelhante ao A Link to the Past, porém com ideias e enredos completamente diferentes, igual temos com Super Mario Bros. (NES) e New Super Mario Bros. (Nintendo DS). Essa semelhança fez com que no Japão o game se chamasse Kamigami no Triforce 2, pois o nome Japonês para A Link to the Past é Kamigami no Triforce (1), sendo sua continuação direta. Shikata logo pensou que seria bom que lá pra metade do jogo, você escolhesse a ordem na qual você quer fazer as 7 dungeons finais. Porém isso trouxe alguns erros e problemas, como por exemplo, na franquia The Legend of Zelda em geral, há uma determinada ordem de se fazer as dungeons, na qual numa delas você consegue um item, usa ele nessa mesma dungeon, utiliza ele para chegar na próxima dungeon, usa ele até conseguir um novo item e assim se segue o ciclo. E para isso, dentre várias ideias de solução, veio a ideia de comprar e/ou alugar itens numa certa loja de itens. Isso foi a solução de um problema e o começo de outro, pois logo no começo do jogo o jogador já pode comprar ou alugar itens logo de cara. Por isso os itens são caros, porém antes de você procurar a próxima dungeon, o dono da loja dá um desconto no item na qual você irá precisar. O primeiro por exemplo (o arco e flecha) o dono da loja simplesmente te dá o item de graça.

Juntando todas as ideias anteriores surgiu então o The Legend of Zelda: A Link Between Worlds!!!

ENREDO

Em um tempo atrás, haviam lendas que diziam sobre um tesouro sagrado que existe numa terra dourada. Escondida contra todos os maus, esse tesouro confere a seu possuidor qualquer desejo que pedir. Se uma pessoa de bom coração fizer um pedido, o mundo irá entrar numa era dourada, agora caso seja uma pessoa de mal coração fizer um pedido, o mundo enfrentará uma era de caos, sombras e escuridão. Num dia, aconteceu a Guerra do Aprisionamento, na qual Ganon e seus lacaios tentaram roubar a Triforce para si.

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Guerra do Aprisionamento

Como não havia mais nenhum herói naquela era, os soldados de Hyrule lutaram contra o mal em quanto que os sete sábios procurassem uma forma de selar todo o mal. Os soldados falharam, porém os sábios conseguiram aprisionar Ganon e seus lacaios na Golden Land (Terra Dourada).

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Os sete sábios abrindo o selo para Ganon na Golden Land (Terra Dourada) 

A Golden Land, que um dia foi um paraíso, um belo lugar, se corrompeu com a presença do Rei Demônio Ganon, que transformou aquele lugar no Dark World (Mundo das Trevas).
Um dia porém Ganon mandou o mago Aghanim para quebrar seu selo.

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Agahnim

Então o herói Link surgiu com a Master Sword e aniquilou o Rei das Trevas Ganon.

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Link vs. Ganon

 Muito tempo depois, Yuga, um de seus lacaios, apareceu buscando os descendentes dos sete sábios para tentar ressuscitar Ganon.                                                                             Surge então mais uma aventura para Link, o descendente de...bem...Link!!!

ENCAIXANDO NA CRONOLOGIA
Trecho da cronologia oficial na qual estão A Link to the Past e A Link Between Worlds

Aposto que muitos de vocês que analisaram a imagem, estão prestes a ir nos comentários dizer que está errado e que A Link Between Worlds é sequência direta do A Link to the Past, eu também achava que era desse jeito, porém eu li o livro Hyrule Historia, que conta um pouco sobre a cronologia oficial de The Legend of Zelda. A questão de ter a saga Oracle e o Link´s Awakening no meio do A Link to the Past e do A Link Between Worlds, é que do A Link to the Past ao Link´s Awakening, apresentam a mesma encarnação de Link, e que depois dos acontecimentos de Link´s Awakening é que veio a nova encarnação de Link. Porém a geografia de Hyrule é a mesma, quanto é que a saga Oracle e o Link´s Awakening se passam em lugares um pouco (nem tanto) longe de Hyrule, sendo respectivamente Labbrynna, Holodrum e Koholint Island.

GRÁFICOS, JOGABILIDADE E TRILHA SONORA

Os gráficos são espetaculares para um game lançado em 2013 para o Nintendo 3DS e apresenta um visual que lembra bastante o visual e gráficos de The Legend of Zelda: Skyward Sword.
Quem nunca ficou parado nem por pouco tempo só para admirar o visual do game em quanto ouve a música tema do Hyrule Field?

Uma pequena curiosidade: A Link Between Worlds apresenta 60 fps (frames por segundo) que são as vezes na qual ocorre a atualização da imagem a cada segundo.
A jogabilidade vem bem focada na nova habilidade de Link que é se transformar em pintura nas paredes para atravessar abismos e lugares inacessíveis normalmente.
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Link transformado numa pintura

A Trilha Sonora é muito boa, sendo que boa parte das músicas são um remix da versão para A Link to the Past. Uma das minhas favoritas é a do tema da Death Mountain de Lorule.        
                                                                                                                         REFERÊNCIAS À MAJORA´S MASK 3D                    
  A Nintendo quis provocar os fãs dando indícios de que Majora´s Mask iria receber seu tão aguardado remake na versão 3D para Nintendo 3DS, como a máscara na casa do Link, cidadãos da Cidade dos Ladrões usando máscaras, etc.                                                                                                                

TRILHA SONORA----------------------------9,0
JOGABILIDADE-------------------------------9,5
GRÁFICOS-------------------------------------10,0
FATOR REPLAY------------------------------9,5
NOTA TOTAL----------------------------------9,5
                                                                                                                                                                 
                                                                                                                                              The Legend of Zelda: A Link Between Worlds é um jogo recomendadíssimo para os fãs de Zelda principalmente aqueles que jogaram A Link to the Past. Donos do Nintendo 3DS podem desfrutar desse maravilhoso game. É uma mistura de elementos de inovação com elementos já vistos antes na série.

É isso, espero que todos tenham um ótimo ano novo e até o próximo post!!

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